quinta-feira, 9 de junho de 2011



Chega de ilusões. Que tipo de vida eu estaria me dando? Olhos tristes, mortos, cabeça baixa, dependurada na única imagem que me torturara tanto nos últimos meses. Corpo encolhido, como que embrulhando as lembranças de momentos inesquecíveis, como que não querendo perdê-las, deixar escapar. Mas porque? Porque eu não conseguia simplesmente deixar que você escapasse, se eu já havia notado o quanto aquilo me fazia mal? o quanto você, mesmo sem saber - sem saber de nada, absolutamente nada, nem imaginasse - era o motivo daquela minha tristeza? Eu não aguentava mais te procurar nos lugares que ía, tentar te enxergar e fazer mil planos de como ir falar com você se caso você estivesse lá. Eu não aguentava mais ter que encarar as pessoas à direção dos carros na rua, na esperança remota de te ver dirigindo. Eu não aguentava olhar uma foto sua, sem saber quando iria te encontrar de novo, sem te tocar, te abraçar e apreciar-te os olhos e o sorriso, o lindo sorriso que me roubara a total atenção por alguns segundos na última vez em que te ví. Estava me sentindo uma completa idiota, presa a algo tão improvável quanto essa minha própria paixão repentina. Mas eu estava tentando. Por mais que estivesse difícil, insuportável, livrar-me de você, eu estava tentando, e continuaria, até que no máximo um terço do meu dia se resumisse a lembrar-te, a pensar-te a querer-te. O dia todo era estressante demais.

sozinho, pequeninho.


Olhos miúdos, lacrimejando à ausência do desconhecido. Estaria ele escondido? onde então estaria, que não conseguia encontrá-lo? Se é surpresa que pretende, aparece então de súbito, sem avisá-lo, obviamente, e faz meus olhos riem, e meu corpo todo rir, e se esquecer do passado, da carência do abraço, do beijo roubado, do olhar trocado, e simultaneamente, a presença do sozinho, do coração pequenininho, sem ninguém ao seu lado, sem nenhum cuidado.

NADA É COMO QEREMOS QE SEJA !


Qem nunca quis por um momento poder sumir ?? Qem nunca quis um dia poder voltar atras em algo ?? As vezes eu sinto que se eu pudesse sumir, ninguem sentiria a minha falta, e qem me dera poder voltar no tempo e desfazer aquele momento mal pensado qe resultou em algo terrivel !!

Mas não devemos nos arrepender dos erros, porqe no futuro são eles qem nos define !

Daquele.


Contudo, instigava-me a sempre fazer algo mais...
Na quase ausência da luz em meu quarto quando acordava, ouvindo Flor de Liz no meu despertador às 06:30h da manhã, era de você que eu lembrava. Adoro o dia, inegavelmente o prefiro à noite, eu gosto de ver as cores vivas das coisas, naturalmente ofuscadas após o crepúsculo; durante ele muito fazia, como sempre, muito faço na verdade, e a cada passo no qual você me interrompe um desejo me cai aos braços, o acolho, aconchegante e seguramente, que longes fique, muito longe de minha mente.
Do lado esquerdo um coração minimamente partido, reprimido, deprimido, cujo motivo um ato indesejado, desconsiderado, nunca por mim antes provado. Vira-me as costas, parecendo-me chegar aquilo a ser uma parede, era uma parede, de espessura tal que me fez triste só em vê-la pois minha força seria então banal. Mas permaneceria eu alí na platéia, vendo os dois dias em que pensei em você muito mais que estudei, assim sem interrupções, continuamente mesmo, irem embora, apenas irem, sem nenhum proveito, a não ser a infelicidade causada, intragantemente degustada.
Das ligações, essas das melhores amizades, os conselhos, e por mais que eu apenas imediatamente acatasse eu sabia o quanto eu sofreria, e o quanto seria difícil anular-te de um pensamento de cujos princípios parecia você fazer parte. Ainda assim eu tentaria muito, porque eu queria dias muito felizes de novo, e muito vivos em cores, cujas flores que pegasse fossem sinal de vida, lindas, e não sinal das desejáveis, completamente impensadas de sua parte, e portanto, inexistentes, bem como esse nosso amor, essa nossa arte, obra de arte, que um coração, o meu coração, mas só o meu, em traços finos esperançosos, espaçosos e trêmulos, pintou.

Dilemas.

Tem dias que eu acordo com vontade de viver,de fazer várias coisas ao mesmo tempo,de sentir meu dia produtivo,acordo com vontade de cantar,arrumo a casa,leio meus emails, vou á academia malhar,leio mais um capítulo daquele livro,coloco o som no último volume e danço no meio da sala.Hoje,é um dia desses.
Confesso ainda não ter feito tudo que citei,mas o que vale de fato,é que pelo menos a vontade de fazer tudo isso surgiu,rs.
Ás vezes eu sinto que meu grande problema é pensar demais,e que não há ninguém que pense tanto em tudo quanto eu.Penso em todas as possibilidades futuras,imagino como seria a vida de uma pessoa que acabou de passar do meu lado no meio da rua,como eu iria agir se ganhasse 1 milhão de dólares e como o gastaria,como lidaria se fosse mãe,ou simplesmente o que aquela pessoa que não sai do meu pensamento está fazendo neste exato momento.
Muitas das vezes,acontecem coisas das quais eu gostaria que fosse diferente,mas, como ja faz parte do passado,não posso fazer mais nada a respeito,então penso..e ás vezes,me sinto mal com isso.Como se meus pensamentos tivessem vida própria,e até mesmo eles me fizessem um certo mal.Como se eu mesma tivesse contra mim,em certos momentos.
Clarisse Lispector disse: "Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências,me esvazio de excessos.Eu não caibo no estreito,eu só vivo nos extremos". Pois bem,nunca vi uma citação que nao fosse feita por mim,que explicasse tão bem o meu próprio eu,ou pelo menos parte dele.Principalmente na parte em que diz "...me entupo de ausências,me esvazio de excessos", e essa seria a frase que define meu momento agora,talvez o momento mais complexo e confuso de toda minha vida,em que tento suprir minhas ausências e ansias,sem meter os pés pelas mãos, e ao mesmo tempo,tento me esvaziar dos excessos que cometi ao longo do tempo,me limpar de todos eles,e não comete-los mais.O mais irônico disso tudo,é que no final das contas os excessos eram como uma válvula de escape que encontrava para fugir das ausências,para fugir de mim mesma,a ponto de fugir tanto,que acabei conseguindo me perder.E agora,só o que eu quero é encontrar meu lugar no mundo,achar minha essência,a essência que eu perdi entre tantos erros tentanto sempre acertar.

'Evoluindo'

- Evoluindo -

.Ouço o vento soprar lá fora. Aos poucos, o verão se vai e, com ele, meus antigos pensamentos. Ou não tão antigos. É fato que estou continuamente transformando-me e, há cada segundo, torno-me uma nova pessoa. Um dia desses li em um livro que todas as nossas células se renovam a cada sete anos. Acho muito. Poucos param sequer um segundo para observar o casulo de uma lagarta-borboleta, quanto menos para olhar dentro de si. Não percebem que estão sempre mudando e deixando de ser quem eram. Todos nós somos diferente - dos outros e do que éramos há pouco. Acredito que as pessoas tornam-se melhores a cada minuto, mas também se tornam piores. Eu estou mudando. Sempre, mas agora ainda mais. Quem notaria, se por fora continuo a mesma? Ou quase. Não é algo notável, de fato. Por dentro é que está havendo uma verdadeira revolução. Não sei o quão bom isso pode ser - só descobrirei quando chegar ao fim (se descobrir) - mas estou certa de que boa é a transformação. Evoluir. Os passáros no jardim alçam vôo e, dentro de mim, os arrependimentos e lembranças ruins se vão. Posso sentir a calma, como uma ilha que avisto de longe. Mas, antes, preciso quebrar alguns pedaços do que um dia eu fui e, hoje, deixo de ser. Ás vezes parece insuportável toda a bagunça daqui, mas eu sei que vou ficar bem. Melhor, talvez.


"Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é. "